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PVC – A restrição do Uso

A restrição do uso do PVC

 

Desde 1987, mais de 270 cidades da Alemanha e muitas outras em outros países europeus (Áustria, Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Inglaterra, Holanda, Noruega e Suécia) além de outras nos Estados Unidos, Canadá e o Japão proibiram ou restringiram o uso do PVC em materiais de construção para obras públicas. Mesmo o uso do PVC em obras privadas passou a ser bastante restringido por lei nesses lugares devido a problemas de saúde relacionados ao manuseio do mesmo.

A iniciativa começou na cidade alemã de Bielefeld após o incêndio de um apartamento causar danos severos na propriedade devido à corrosão causada pelo ácido clorídrico. Além disso, também houve contaminação por dioxina. Dessa forma, a câmara de vereadores da cidade decidiu banir o PVC, e entre 1987 e 1988 a cidade já havia eliminado 90% do uso do PVC de suas construções.

Após esse incidente o Greenpeace também passou a fazer campanha pela redução do uso de PVC e substituição deste por outros materiais (como o PEAD ou o PP). Essa iniciativa fez com que um grande número de governos, empresas e outras organizações criassem leis ou projetos para restringir ou até mesmo eliminar o uso do PVC de seus territórios.

O uso do PVC foi proibido ou restringido em centenas de cidades e em mais de 10 países

O documento do Greenpeace (vide fonte abaixo) mostra que é possível substituir o PVC em diversos tipos de uso e mostra que isto está sendo feito e aumentado no mundo inteiro. Companhias como IKEA, LEGO, Adidas, Puma e NIKE já conduziram iniciativas com o fim de eliminar o PVC de seus produtos.

Devido às restrições em regiões de grande consumo como União Europeia e América do Norte, as indústrias petroquímicas voltaram sua produção de PVC para a Ásia e para os chamados países emergentes, onde havia crescimento da demanda de PVC devido à quase ausência de leis restringindo seu uso. A Ásia em 2013 chegou a ser responsável por 56% do consumo de PVC no mundo, com particular ênfase na China que sozinha chegou a consumir 38% da produção mundial. No Brasil, infelizmente, não encontramos informações oficiais quanto a estudos sobre o impacto do PVC ou propostas legislativas quanto ao seu banimento. Ao contrário, há muitas ações facilmente enumeráveis focadas no estímulo ao consumo, sem qualquer restrição.

Vale a pena mencionar que existem notas online dizendo que esse ataque ao PVC é realizado por “ambientalistas radicais”. Todavia, além do artigo do Greenpeace, nós listamos abaixo as referências da Comissão Europeia onde constam os estudos em que se basearam para recomendar redução do uso do PVC em diversas atividades. Empresas até poderiam sucumbir à pressões como a do “eco-marketing”, mas jamais tantos governos o fariam sem que de fato houvesse um forte embasamento técnico comprovado quanto aos males provocados à saúde das pessoas com respeito ao PVC.

 

Fontes:

  1. Polyethylene – high density (HDPE) Uses and Market Data (http://www.icis.com/v2/chemicals/9076152/polyethylene-high-density/uses.phpl);
  2. Plastic Properties of High Density Polyethylene (HDPE) (http://www.dynalabcorp.com/technical_info_hd_polyethylene.asp);
  3. PVC-Fee Future: A Review of Restrictions and PVC free Policies Worldwide (http://www.greenpeace.org/eu-unit/Global/eu-unit/reports-briefings/2007/5/pvc-free-future.pdf).
  4. Polyvinyl Chloride (PVC) – European Comission – Waste streams (http://ec.europa.eu/environment/waste/pvc/)